domingo, 20 de julho de 2014

ITAPAJÉ 155 ANOS



E agora? O que podemos esperar? Que futuro terão nossos jovens?
(Fica aqui minha contestação! - Ribamar Ramos)  

sexta-feira, 18 de julho de 2014


JUBILEU DE OURO SACERDOTAL
(15 de agosto de 1964 / 15 de agosto de 2014)

PADRE PASCOAL RIOS OSTERNE










  






JUBILEU DE OURO SACERDOTAL
(1964 / 2014)

PADRE PASCOAL RIOS OSTERNE

 Sacerdote de Cristo, nascido aos 31 de julho de 1937, na cidade do Marco (CE), filho de Manoel Osterne Filho e Inês Rios Osterne. É o 3º de 11 irmãos.
Ingressou no Seminário Provincial de Fortaleza em 1948, onde cursou o 1º e 2º graus. De 1958 a 1960, cursou o 3º grau na Faculdade de Filosofia do Ceará.
Foi ordenado Sacerdote no dia 15 de agosto de 1964, por D. José de Medeiros Delgado, na Igreja do Seminário da Prainha – Fortaleza.
Seu primeiro trabalho como sacerdote foi em Baturité, Capistrano e Itapiúna como vigário-cooperador do Pe. Eduardo Fialho (1964-1965).
Em 1966 assumiu a Paróquia de Irauçuba como pároco e concomitantemente como vigário-cooperador do Pe. Lima em Itapajé.
Em 1970 foi nomeado Pároco de Assunção.
Em 1976 assumiu a patente de Capelão da Escola de Aprendizes Marinheiros em Fortaleza, e, paralelamente, a Paróquia de Henrique Jorge.
Em 1981, dada a crise de escassez de padres pela qual passava a Diocese, Pe. Pascoal voltou a Itapipoca, assumindo, desta vez, a Paróquia N. S. das Mercês – Catedral (Pároco) e Vigário Paroquial da Paróquia de Assunção.
Em julho de 1982, com o falecimento do Pe. Lima, Pe. Pascoal voltou a Itapajé, desta vez como Pároco, onde permaneceu maior parte de sua vida sacerdotal, período este que durou até 4 de janeiro de 1999 (16 anos e 5 meses).
Em 1998, quando ainda pároco de Itapajé, Pe. Pascoal foi nomeado Vigário-Geral da Diocese de Itapipoca, permanecendo até o final do episcopado de D. Benedito.
Em 2006 assumiu a função de Vigário Judicial e Membro do Conselho Econômico.
Foi membro do Colégio dos Consultores da Diocese de 1983 a 2003.
Integrou o Conselho Presbiteral no período de 2001 a 2012.
Construiu e foi Reitor do Seminário João Paulo II, em Itapipoca.
No dia 9 de janeiro de 1999, assumiu a Paróquia de São João Batista em Uruburetama, onde permanece até hoje.
Pe. Pascoal se destaca ainda como um exímio educador, voltado para o social e a formação da pessoa humana. Quando pároco de Irauçuba, preocupado com a situação dos jovens, tomou algumas iniciativas com o intuito de incentivá-los a se qualificarem para uma profissão, como cursos breves e profissionalizantes, cujo lema era: “Uma profissão para cada jovem”.
Por onde passou, procurou proporcionar meios de incentivo à educação, esporte e trabalho. Sempre com o objetivo de oferecer ao povo de Deus um lugar próprio para se reunir, empenhou-se em construir Igrejas. Por onde passa, sempre procura motivar bastante as pastorais, movimentos e serviços. Registra-se ainda como destaque relevante em sua vida sacerdotal a descoberta e incentivo às vocações para o sacerdócio. Teve a alegria de encaminhar ao seminário vários jovens, dos quais 12 são padres hoje.
Esse é, portanto, um fato importante em sua trajetória, pois, quando alguém lhe pergunta se é feliz como padre, ele responde: “Já encaminhei ao seminário vários jovens. Prova de que, se não fosse feliz, não incentivaria as vocações!”. Destes, 12 já são padre: Marques, Juvemar, Ribamar, Messias, Aureliano, Arão, Joaquim, Flávio, Júnior (Jesuíta), Jorge e Gilvan (Orionitas), Raimundo Nonato e Ednaldo, este a ser ordenado no final do ano.
Também vale ressaltar aqui a oportunidade de estágio que ele possibilitou em sua casa/paróquia a alguns diáconos e padres: Pe. Ribamar, Pe. Arão, Pe. Aldo, Diác. e Padre Adelino, Ailton, Agenor e Marciano.
Como educador nato, fundou em Irauçuba o colégio Paulo Bastos, do qual foi diretor e professor. Em Itapipoca, atuou como professor no Colégio Estadual Joaquim Magalhães. Em Itapajé, exerceu a função de diretor e professor do Centro Educacional São Francisco de Assis (CESFA), do Patronato São José e do Grupo Escolar Monsenhor Catão. Já em Uruburetama, sendo ele professor efetivo do quadro da SEDUC, exerceu o magistério na Escola Mathilde Vasconcelos.
Ainda em Itapajé, Pe. Pascoal deu total apoio à abertura da Casa de Formação das irmãs da Congregação Cordimariana, com as quais guarda ainda um estreito laço de amizade.
Algumas virtudes são marcantes na pessoa do Pe. Pascoal. Dentre elas, destaque para: dedicação incansável ao serviço pastoral, zelo apostólico, diálogo franco com todos. Além disso, é uma pessoa extremamente acolhedora, sabe se relacionar bem com todos os que dele se aproximam, é comunicativo, alegre, extrovertido e sempre está de bem com a vida.

Seu lema sacerdotal: “Fui encarregado de anunciar a Palavra de Deus” (Col. 1,25).

Seu slogan:Quanto pior, melhor”.

Amigo: Pe. Queiroga.

Padroeira: Santa Rita de Cássia.

Orgulho: “Nunca deixei de atender a uma confissão de enfermo!”.

Frase: “Não canso com nada”.

Entretenimento: futebol (jogar, assistir), leitura, música (tocar, ouvir, cantar), vida no campo.

Times: São Paulo, Fluminense e Fortaleza.

Lembrança: Amizade e convívio com o Pe. Lima.

Virtude: Acolher bem a todos.

Palavra: Trabalho.

Jargões: “Gente boa”, “A festa só é boa quando se assiste da bandeira à procissão final”.

Viagem Inesquecível: Jerusalém (Terra Santa).

A vida do Pe. Pascoal pode ser parafraseada no que escreveu Euclides Carneiro da Silva: “Conto meus dias pelas bênçãos que espalho, pelos perdões que distribuo. Eu tenho a idade do amor”.
Entre as construções administradas por ele:
- Em Itapipoca: 
Seminário João Paulo II e Capela de S. Cura D’Ars.

- Em Itapajé:
Capelas de: Santa Rita, São Sebastião, São Pedro (Bairro Pe. Lima), Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário - Serrote do Meio, São Pedro (Serra), Nossa Senhora do Carmo – Salitre e Espírito Santo – Serra.

Exerceu ainda grande influência na construção das capelas de Nossa Senhora das Graças – Oiticica, São Judas Tadeu – Bairro dos Ferros, e São José – Bairro Barateiro.

- Em Uruburetama
Capelas: da Esperança (Cemitério), Sagrada Família (Comunidade Pau Alto), N. S. Aparecida (Comunidade Manuel Rodrigues), Santa Rita (Comunidade Bananal), N. S. da Conceição (Comunidade Araçás), São Francisco (Bairro da sede).

Concluiu a capela de São José (Bairro Angelim) e está construindo a de N. S. de Fátima (Comunidade Barrica).

E com a finalidade de melhorar as condições de acolhida das pessoas, principalmente para as reuniões das pastorais e movimentos, Pe. Pascoal também assina como responsável pela construção do Salão Paroquial da Catedral (acima da Sacristia), pela reforma e ampliação da Casa Paroquial e do Salão Paroquial de Itapajé, bem como pela Casa e Salão Paroquiais de Uruburetama.

Na íntegra, sua carta de despedida ao sair de Itapajé, após o seu segundo paroquiato.
Itapajé, 9 de janeiro de 1999.

Caros ex-paroquianos.

“Meus cabelos brancos, minha idade, meu instinto de defesa me aconselharam a procurar a menor Paróquia da Diocese. Assim o fiz. Propus ao Sr. Bispo um bairro pequeno e pobre de Itapipoca chamado Violete. O Sr. Bispo concordou. Depois, conveniências diocesanas me levaram à Paróquia de Uruburetama.
 Itapajé é a melhor Paróquia da Diocese. É muito viva, seu povo muito participativo e as raízes das famílias são muito religiosas. Este desafio só pode ser enfrentado por um padre mais novo.

Vou jogar no time daquele do qual a Bíblia diz: “Entre os filhos de mulher nenhum foi maior que João Batista”. Mas vou jogar com a camisa daquele que foi a personalidade do milênio. Vai ser uma camisa marrom, escrita nas costas. “Aqui a coisa e pesada”.

Seria bom uma missa de despedida. Mas vocês sabem que sou muito chorão e não suportaria.

Agradeço a todos o acolhimento, a compreensão, a paciência e a generosidade.

Agradeço, sobretudo, ao Conselho Paroquial, às Irmãs, às Pastorais, às Capelas e às Comunidades de Base.

Prometo não cortar o cordão umbilical. Vou só esticá-lo até Uruburetama, que é muito perto daqui.

Talvez, inconsciente, desagradei a alguém. Peço perdão. Vão ser meus sucessores: Pe. Aldo e Pe. Marques. Pe. Aldo assume por 2 meses enquanto o Pe. Marques volta das férias. Peço que o mesmo apoio que me deram deem a eles.

 Espero-os do outro lado da serra”.


Pe. Pascoal Rios Osterne.



Por hoje é o que tenho para contribuir, mesmo que modestamente, para um melhor conhecimento da História de Itapajé, Itapipoca, Uruburetama (e Ceará). Agradeço a amiga Ana Maria Xavier, por informações e fotos fornecidas. Um abraço. Ribamar Ramos. Fortaleza, 18 de julho de 2014.

PENSE NISSO
"Grandes homens são os que fazem a diferença na vida de alguém. São os que sabem semear o jardim das afeições com as delicadas flores da atenção e da presença, nos momentos mais marcantes ou decisivos das suas existências".

Ribamar Ramos
18 de julho de 2014.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

TÚNEL DO TEMPO DA HISTÓRIA DE ITAPAJÉ

FATOS E EFEMÉRIDES DO DIA 30 DE JUNHO NA HISTÓRIA






30 de junho no “Túnel do Tempo” da História de Itapajé
(Alguns fatos e efemérides)

1774 - 30 de junho – Quinta feira. Nasce GONÇALO DE ANDRADE SAMPAIO, filho de João de Andrade Falheiros e Matilde da Rocha Furtado. Pai de nosso maior abolicionista, Francisco Felipe de Araújo Sampaio. Gonçalo era oficial do exército e defensor ferrenho do imperialismo. Envolveu-se no episódio da República do Equador, narrado no início deste livro. Faleceu em 19/03/1857.

1885 - 30 de junho – Quinta feira. Assume como Pároco, o quinto, na ordem cronológica, o reverendo Padre PEDRO CAVALCANTE ROCHA – (30/06/1885 a 1889). Natural da Paróquia de Aracatiaçu, precisamente da Vila Bilheira, - Sobral, em 18 de janeiro de 1858. Era filho de Mariano Cavalcante da Rocha e de Teresa Holanda Cavalcante Rocha foi o último sacerdote ordenado por Dom Luís Antônio dos Santos, 1.º Bispo do Ceará, 16 de janeiro de 1881. A provisão datada de 26 de junho de 1885 – sexta feira. Permaneceu nessa Paróquia até o final de 1888 (início de 89).
Vitima de uma desastrosa queda de uma escada, faleceu em Salvador a 12 de abril de 1927, com 69 anos de idade. Seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério de Fortaleza a 12 de abril de 1939. Sacerdote de profunda vida espiritual foi exemplo de virtude e de amor a Igreja.

1903   -  30 de junho – terça feira. Nessa ata nasceu JOAQUIM LIRA MAGALHÃES. Patriarca de uma das mais ilustres famílias de Itapajé, era casado com Isabel Carneiro Lira - (02/11//1909 – 24/08/1994). Faleceu em 12 de dezembro de 1986.


1905   -  30 de junho – Sexta feira. Nessa data nasceu, em Itapajé, então São Francisco de Uruburetama, ANTÔNIO CAVALCANTE RIBEIRO. Casado Francisca Gerarda Viana – Fransquinha, nascida em 18 de novembro de 1917 e falecida em 20 de novembro de 2000.  Antonio Ribeiro era filho de Sebastião Barbosa Ribeiro, nascido em 20 de janeiro de 1864 e falecido em 8 de setembro de 1933. Exerceu, por diversas legislaturas, o mandato de vereador, representando o então distrito de Irauçuba. Homem de grande influência política, além ser grande conhecedor da História de Itapajé. Antônio Ribeiro, patriarca de ilustre família local, dentre eles: Sebastião Leme Ribeiro, Perpétua Helena Ribeiro e Carlos Ribeiro. Filhos de alta representatividade em nossa região. Faleceu em 20 de novembro de 1999 – Sábado.


1913  -  30 de junho – Segunda feira. Nessa data nasceu PAULO FERREIRA DE ALMEIDA. É ordenado sacerdote 27/11/1939. Assume a Paróquia em 1/03/1941. Foi nomeado por provisão, datada de 24 de fevereiro de 1941, assinada por Dom Manoel da Silva Gomes. Nova vida tomaram às associações religiosas, com seu paroquiato, tornando-se muito querido de seus paroquianos. Voltou sua atenção para o florescimento das capelas, onde a vida espiritual tornou-se intensa. Grande é, ainda hoje, o círculo de seus admiradores. Em 3 de fevereiro de 1944, Padre José Affonso Cajuaz Filho é nomeado vigário cooperador de São Francisco, auxiliando padre Paulo nos trabalhos da Paróquia. Permanece apenas três meses aqui. Foi o primeiro vigário cooperador. Durante a Grande Semana do Coração de Jesus, em junho de 1945, promovida por D. Lustosa, em Fortaleza, a paróquia ficou sobre o comando do padre José Guerra. Padre Paulo testemunhou à transição do novo topônimo que São Francisco da Uruburetama, quando essa cidade passa a se chamar: Itapagé, em 1943 e o “Episódio em que o escritor Jorge Amado e comitiva, presentes em Itapagé, a fim de mostrar o sistema ideológico político comunista, que assumiam. Houve um “grande quebra pau” que, segundo os contemporâneos foi  comandado pelo Vigário e um grande grupo. O episódio foi citado por Zélia Gattai, no  livro “UM CHAPÉU PARA VIAGEM”. Depois, no final de seu paroquiato foi transferido para a Paróquia de Capistrano, na época, Diocese de Iguatu, no período de 1950 a 1956. Como curiosidade podemos observar que de 1959 a 1960 essa Diocese – Capistrano, tinha como o 7º Vigário, o Padre José Cajuaz Filho, que foi Vigário Cooperador de Itapajé em 1958.  




2000   -  30 de junho. Realiza a convenção da coligação dos partidos políticos PPS/PSDB/PT, que indicou os candidatos: KELSEY DA SILVA FORTE GOMES, (médico) e FULGÊNCIO DE ARAUJO CRUZ – (Fio - Prof. universitário), para prefeito e vice, respectivamente.


“Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor”. – Marcus Cícero


Por hoje é o que tenho para contribuir, mesmo que modestamente, para a História de Itapajé.

Ribamar Ramos
30 de junho de 2014.

domingo, 29 de junho de 2014



ANIVERSÁRIO NATALÍCIO:

JOSÉ SEBASTIÃO NETO

29 DE JUNHO DE 2014






JOSÉ SEBASTIÃO NETO
(O defensor dos Pobres)

(Pequeno resumo biográfico)


SÉRIE: FILHOS ILUSTRES - Aniversariante do dia 29 de junho de 2014

JOSÉ SEBASTIÃO NETO - O DEFENSOR DOS POBRES

  Era uma Sexta feira, lua minguante, dia 29 de junho de 1945. O final de semana se aproximava. É bem verdade que a cidade onde moravam seus país, Rancharia, no interior de São Paulo, era bastante distante da terra natal de seus pais, o Ceará, mais precisamente, a pequena Vila de Soledade, de onde emigraram.
  Dona Duquesa, a matriarca da família, forma carinhosa como era tratada, Maria Gomes do Nascimento Sousa, se sentia tranquila, apesar de a qualquer momento, vir a dar à luz a mais um filho. A gravidez transcorrera calma. A expectativa de mais um filho era indescritível. Pedro Pereira de Sousa, seu marido, este sim, encontrava-se bastante tenso, pela vinda de mais um filho.
  Em determinado momento, um choro forte e estridente. Nascia um garoto forte e à aparência indicava ser muito saudável. No mesmo momento seu pai, Pedro Pereira, deu-lhe o nome: José Sebastião Neto, em homenagem ao avô materno.
  Algum tempo depois, já de volta com toda a família, para o Ceará, Pedro Pereira e Duquesa, viam seus filhos crescerem com saúde. Era preciso no entanto encaminhá-los aos estudos. Nessa época o pequeno Sebastião já tinha idade de freqüentar a escola. As primeiras letras aprendeu, lá mesmo em sua localidade, depois matricularam-no no Grupo Escolar Mons. Catão Porfírio Sampaio, em Itapajé, onde viria a concluir o primeiro grau.
  O primeiro passo estava dado. Agora o novo desafio era concluir o segundo grau. Ingressa no Ginásio São Francisco de Assis, em uma de suaa primeiras turmas. Concluídos mais essa etapa, algum tempo depois, transfere-se para Fortaleza, indo estudar agora na capital, estuda nos Colégios: João Pontes e Liceu do Ceará.
  A caminhada era árdua, no entanto muito gratificante. Restava agora concluir o terceiro grau, a temível Faculdade de Direito. Existia porém um detalhe: Para o jovem Sebastião Neto, a faculdade de Direito, não era um desafio, mas um objetivo. O ano era 1972.
  Já formado advogado, ainda restavam os cursos de aperfeiçoamento. Participa de vários, entre eles: Curso de Atualização de Processo Civil; Elaboração Orçamentária, pelo IBAM; Curso de Psicodinâmica do Homem Normal e Curso de Grafologia, na UFC, sempre obtendo as mais significativas colocações!
  Para um bom profissional, era também muito importante participar de Simpósios e Congressos, assim o fez. Participou do I Simpósio dos Advogados do Ceará (OAB-CE). Como atividade paralela, já pretendia acompanhar de perto, à política de nosso estado, assim participou do III Congresso de Vereadores do Ceará. Cabe-lhe à distinção de ter sido o proponente para oficialização do primeiro pedido de divórcio no estado do Ceará e o segundo no Brasil. O juiz de direito que homologou esse preito foi Dr. Glauco Barreira Magalhães, juiz de direito em Itapajé, no princípio da década de oitenta. Seu cliente foi o Itapajéense: Natanael de Sales Bastos.
  Paralelamente acompanhava também a crônica esportiva do estado, assim, resolve participar do IX Encontro de Cronistas Esportivos. Participou de muitos outros estágios e treinamentos, dentro de suas áreas de atuação. Pertenceu aos quadros de diversas emissoras de Rádio deste pais. Foi repórter e comentarista da Rádio Assunção Cearense, Rádio Verdes Mares, ambas de Fortaleza, além de atuar, como comentarista,  das Rádios Clube de Pernambuco e Jornal do Comércio, ambas do Recife; nessas atuou como comentarista, durante duas copas do mundo. Nessa qualidade, comentou também, para a Rádio Globo, do Rio de Janeiro. Em Itapajé participou ativamente da implantação da Rádio Guanacés, tendo a mesma, em homenagem a seu nome, a equipe de esporte.
  Atua muito ativamente na defesa do homem pobre, em especial o agricultor, prestando um serviço de verdadeira utilidade pública, através de seu programa radiofônico, Toca Tudo, apresentado diariamente. Resolvendo os mais complicados casos, em que sua experiência de advogado lhe ensinara. Tem por lema: “A verdade, nem que custe mais caro”.
  Não se tem conhecimento de que jamais tenha perdido uma causa, nas muitas defesas que fez por seus milhares de clientes, atuando como defensor. Em outras, como acusador, tendo gual sucesso.
  Certa vez impediu que toda a cidade de Irauçuba fosse tida como terreno de propriedade particular, pois o cidadão Antônio Nilson Albuquerque Mota, dizendo-se herdeiro e sucessor de antigos moradores de Irauçuba, outrora "Cacimba do Meio"; Antônio Nilson Albuquerque Mota agitou os auditórios forenses da Comarca com uma ação de Reintegração de Posse. Inicialmente, contra D. Maria Altair Bastos Lopes, visando recuperar um terreno pertencente àquela, sob o pálio de que o imóvel era herança de seus ancestrais, cuja posse era de natureza injusta.
  A Juíza de Irauçuba, Dra. Icléa Aguiar, recebeu postulação assinada pelo causídico Júnior Albano (Manoel Ribeiro de Lima Júnior) e determinou a citação de D. Altair Bastos que respondeu e contestou a demanda através do Advogado José Sebastião Neto, o qual em sua peça jurídica provou com documentos e testemunhas a total improcedência do pedido de Antônio Nilson.
  Inconformado, Antônio Nilson, recorreu por meio do Agravo de Instrumento de n.º 9909884.3, cumulado com o pedido de efeito suspensivo, sendo Relator o Dr. Desembargador, Edmilson da Cruz Seves - (tio do Dr. José Otávio Ribeiro Cruz, médico nesta cidade). A terceira Comarca Cível negou seguimento por carência de instrução.
  Essa vitória de D. Altair e do seu Advogado, Dr. Sebastião Neto, pôs fim a estocada terrorista que pretendia impor à população de Irauçuba, o Sr Nilson Mota, buscando para si, terras sexagenáriamente ocupadas por pessoas de todas as classes e seguimentos, de modo manso, pacífico e ininterrupto, sob a alegativa de que toda a área da cidade de Irauçuba, lhe cabia por herança de sua família. Pretensão provada em contrário pela Justiça.
  É esse um pequeno perfil de um dos maiores juristas do Ceará, quiçá, do Brasil".

  Dr. Neto e Dona Mariá, assistiram, felizes e realizados, o florescimento de sua família, igualmente representantes ilustres de nossa terra. Fica aqui externado os parabéns ao amigo Sebastião Neto, de seus menores amigos e grandes admiradores: Ribamar Ramos, Socorro e Paulo Tadeu. Feliz dia 29 de junho!























PARA REFLETIR

“O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem - mas o homem sábio é um criador de valores que não existem e que ele faz existir.” Albert Einstein



TEXTO DO DIA

UM GRANDE HOMEM

O que é que determina a grandeza de um homem? Pode-se dizer que grandes homens são aqueles que realizam grandes feitos.

Façanhas como a de Charles Lindenberg, que atravessou o atlântico em seu pequeno avião, num vôo solitário.

Grandes homens são os que oferecem ao mundo extraordinárias descobertas nos campos da ciência e da tecnologia. Ou os que se lançam ao espaço, arriscando a própria vida, a bordo de ônibus espaciais.

Grandes homens são os que interferem na política mundial, a bem dos povos, deixando gravados os seus nomes na memória da humanidade.

Grandes homens são os têm seus nomes retratados nos jornais, na televisão por atos de coragem ou de abnegação que tenham realizado.

Grandes homens são também os que lutam todos os dias para sustentar com dignidade a família.

São os que saem de casa antes do alvorecer para o trabalho e retornam ao cair da noite, extremamente cansados, sabendo que garantiram, com seu esforço, o pão, o agasalho, o teto à família numerosa.

São os que, após a jornada exaustiva, ainda têm tempo para se interessar pela lição escolar do filho, a aula de dança da menina e a dor de cabeça da esposa.

Grandes homens são todos os pais anônimos, diligentes e dedicados. Pais que merecem ouvir o que um garoto de quinze anos escreveu ao seu próprio pai:

Um grande homem morreu hoje. Ele não era um líder mundial, nem um médico famoso, nem um herói ou um ídolo do esporte.

Não era um magnata dos negócios e vocês nunca viram o nome dele no jornal. Mas ele foi um dos melhores homens que já conheci. Esse homem era o meu pai.

Ele nunca esteve interessado em receber créditos ou honrarias. Fazia coisas banais, como pagar as contas em dia e ser diretor da associação de pais e professores.

Ajudava os filhos com o dever de casa e levava a mulher para fazer compras nas noites de quinta-feira. Achava o máximo levar seus filhos adolescentes e os amigos deles aos jogos de futebol.

Esta é a minha primeira noite sem meu pai. Não sei o que fazer. Hoje me arrependo pelas vezes em que fui impaciente com ele, dei respostas malcriadas, ou não tomei conhecimento do que ele dizia. Mas estou agradecido por muitas outras coisas.

Estou agradecido por Deus ter me deixado ficar com meu pai por quinze anos. E fico feliz por ter podido dizer a ele o quanto o amava.

Esse homem maravilhoso morreu com um sorriso no rosto e com o coração realizado.

Ele sabia que era um grande sucesso como marido, como pai, como irmão, filho e amigo.

Grandes homens são todos os que conseguem fazer o mundo um pouco melhor graças à sua existência.

Educando uma criança ou colaborando pela sua ida à escola.

Dedicando algumas das suas horas mais preciosas aos seus amores.

Grandes homens são os que fazem a diferença na vida de alguém. São os que sabem semear o jardim das afeições com as delicadas flores da atenção e da presença, nos momentos mais marcantes ou decisivos das suas existências.

(Texto de: Momento Espírita – Internet)
Pesquisa Ribamar Ramos

Ribamar Ramos
Bom Noite / Bom Dia!
Fortaleza, 29 de junho de 2014