quarta-feira, 23 de abril de 2014





ITAPAJEENSES ILUSTRES

ITAPAJEENSE ILUSTRE.... MAIS UM!

ROBERTO XAVIER DE CASTRO   "FETINGA" 

A PEQUENINA CRUZ DO TEU ROSÁRIO
(Roberto Xavier de Castro – FETINGA
(Para ouvir – gravação original - ver nota 2)

Agora que eu não te vejo ao meu lado
A segredar apaixonadas juras
Busco às vezes do nosso amor de outrora
A recordar nossas íntimas loucuras

Faz tanto tempo, nem me lembro quando
A vida é longa e o pensamento vário
Tu me mostravas vil, no idílio santo
A pequenina cruz de teu rosário

E sempre que eu a via, recordava
Do nosso amor, a fantasia louca
Todas as vezes que a pequena cruz beijava
Eu beijava feliz a tua boca

Mas o tempo passou, triste eu segui
Da minha vida um longo itinerário
E nunca mais, nunca mais eu vi
A pequenina, a pequenina
Cruz de teu rosário


PEQUENO RESUMO BIOGRÁFICO
1) - ROBERTO XAVIER DE CASTRO – (Fonte: Ver nota 1).
(Itapajé, CE. (São Francisco da Uruburetama) 16 de maio de 1890 / 30 de outubro de 1952)

Foi um compositor e violinista brasileiro, popularmente conhecido como Fetinga.
Ficou bastante conhecido no Ceará com as modinhas Julieta e Maria, compostas em parceria com o poeta Amadeu Xavier de Castro. Em 1926, obteve vitória judicial contra o cantor e compositor paulista Paraguassu pelo plágio de sua valsa A pequenina cruz do teu rosário, inicialmente um poema de Fernando Weyne - intitulado Loucuras, escrito em 1897. Carlos Galhardo – (Ver nota 2) - a gravou em 1947, tornando-a um clássico.

2 - ROBERTO XAVIER DE CASTRO - (FETINGA) – (Fonte: ver nota 3).
Violinista e compositor nasceu em 16/5/1890 na cidade de São Francisco da Uruburetama (atual Itapajé) e faleceu em 30/10/1952 na mesma cidade.

Ficou bastante conhecido no Ceará a partir das modinhas Julieta e Maria, compostas em parceria com o poeta Amadeu Xavier de Castro.

Em 1926 obteve vitória judicial contra o cantor e compositor paulista Paraguassu pelo plágio de sua valsa A pequenina cruz do teu rosário, composta inicialmente em versos de Fernando Weyne com o título de Loucuras (1897).

Obras: A pequenina cruz do teu Rosário (c/ versos de Fernando Weyne), Adélis, Edméia, Julieta (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro), Maria (c/ versos de Amadeu Xavier de Castro) e Palmeira.

PESQUISA: Ribamar Ramos - (abril 2014). Divulgada em - Facebook: Ribas Ramos e Grupo ITAPAJÉ (atenção, em maiúsculas) e no blog da História de Itapajé: www.itapagece.blogspot.com.br
Fontes:
(2) -  http://www.kboing.com.br/carlos-galhardo/1-1055341/ (para ouvir gravação original, com Carlos Galhardo, acesse este link).
(4) – DICIONÁRIO CRAVO ALBIN

Ribamar Ramos
Fortaleza 23/04/2014

sábado, 15 de março de 2014


PEQUENO OBITUÁRIO DE ITAPAJÉ

FILHOS ILUSTRES - DE SAUDOSA MEMÓRIA!

(1ª. PARTE)























"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos"  - Bob Marley





domingo, 16 de fevereiro de 2014





O MONGE DE GRANITO

Original de Antônio Martins

"Era da tarde ao fim, que o vi de perto,
Já das brumas da noite o vulto incerto ...
Um gigante de pé;
Depois, à luz do dia contemplei-o,
Fui mais perto, mais perto - o mesmo enleio ...
"Infinito galé!"

Como ele é majestoso! Viu passarem
Com os séculos gerações a se abismarem
Na tumba das idades; - sentinela dos mundos no seu posto,
Tem das procelas rugas,  pelo rosto sulcos das tempestades!

Fez-se monge . . . Preferiu à cela escura
O ambiente sagrado da natura,
Entre os muros azuis da cordilheira;
E aí, n'um paraíso aos céus aberto,
Constituiu-se - um marco no deserto
- Ancora da fé na crença derradeira.

Quem sabe a sua lenda?
Altos mistérios . . .
Dorme com as gerações nos cemitérios
A história deste herói! . . .
Sondar quem pode a alma gigantesca
Dessa estátua sem luz - múmia dantesca
Que o tempo não destrói.

O povo aponta-o respeitoso e altivo,
Como a estátua fatal d´um redivivo ...
Do dilúvio . . . talvez?
Da arca de Noé caíra a nado,
Té que um dia - aportou extenuado
Dos serros no convés!

Foragido dos mares, da esperança.
Tanto lutou que teve na bonança
O seu último alento;
Hirtos os membros, cansados, sem conforto,
Ascendeu ao Calvário antes do Horto - no hérculeo passamento
Tem encelados os membros de granito,

Rolou lá das alméias do infinito dorso dos destroços.





















































Por hoje é o que tenho para contribuir com a História de Itapajé. 












Ribamar Ramos
Fort 16 de fevereiro de 2014