quarta-feira, 20 de maio de 2015

HISTÓRIA DE ITAPAJÉ



PAULO VIEIRA DE MESQUITA


ANIVERSÁRIO DE SAUDADE
19 de maio de 2015 - (28 anos - 10227 dias)
(19 de maio 1987 – 09/07/1937)

                Neste 19 de maio de 2015, mais uma vez, o Blog da História de Itapajé faz uma pequena homenagem a um Ilustre filho de Itapajé - hoje: PAULO VIEIRA DE MESQUITA. Por diversas oportunidades já o fez, com a postagens de diversos ´Causos de Itapajé´, como em 1 de junho de 2012, na qual foram destacados diversos fatos bizarro e, principalmente, históricos de nossa Itapajé, relatados por Paulo Vieira, quando um dos integrantes do sensacional Jornal da década de 1980: FOLHA DE ITAPAJÉ, veículo de comunicação - (e oposição ao prefeito da época). Retomemos nossas lembranças! Vejamos nosso antigo futebol, pelo prisma do do "Grande Paulo".
Gostaria de esclarecer que tenho em meu poder, (uma pequena hemeroteca em minha modesta biblioteca), muitos exemplares da Folha de Itapajé e de outras publicações locais, bem como de alguns outros jornais importantes do Ceará. Portanto, os textos abaixo são transcrições “ipsis litteris” da matéria, ora apresentada. 
Em tempo: Paulo era filho de Antonio Custódio de Mesquita, casado com Francisca Saraiva Vieira de Mesquita. Seu pai foi o primeiro Tabelião da pequena São Miguel - atual Iratinga. Sr. Custódio, além de Tabelião, líder político e benemérito de Itapajé e Iratinga, onde residia era genitor de: Ivone, casada com Osmar Bastos; Paulo Vieira de Mesquita, advogado, contador de  “causos” e líder político de Itapajé e Iratinga e da professora Ite, renomada mestra. Nasceu em 4 de agosto de 1901. faleceu em 30 de maio de 1977. 
Paulo Vieira contribuiu também com a adaptação do Hino de Itapajé, como veremos abaixo. Tanto em vida, quanto no pós morte recebeu e continua a receber muitas homenagens em sua Terra Natal. Um grande bairro da cidade recebe seu nome: Bairro Paulo Vieira - antigo Bairro da Piçarra.


HINO DE ITAPAJÉ – É na realidade uma adaptação do hino do Centenário de Emancipação Política – 1859-1959. A letra é de autoria do Padre Raimundo Pinto e a música de autoria do Padre José Mourão. Os responsáveis pela adaptação, para transformar o Hino do Centenário em Hino de Itapajé, foram a Sra. Eida Leite Louzada e Sr. Paulo Vieira de Mesquita.

HINO DE ITAPAJÉ

Letra: Pe. Raimundo Pinto
Música: Pe. José Mourão
Adaptação: Eida Leite Lousada e Paulo Vieira de Mesquita

1.     Esta terra formosa e feliz
Encravada entre rochedos mil
no trabalho afanoso ela quis
ser a glória do nosso Brasil.

       ESTRIBILHO

Itapajé, a princesa serrana
do  progresso se fez pioneira
sob as vistas do monge lendário
hoje, em festa. De luz se engalana
e, exultante, feliz altaneira
canta um hino num belo cenário. 

2.     Recostado na serra bendita,
Qual vigia zeloso e valente,
Reza um frade de pedra e medita
Nos destinos da mais brava gente.

3.     Do trabalho, honradez e altruísmo
A comarca tornou-se um exemplo
E seu povo, padrão de civismo,
De virtudes cristãs fez um templo.

4.     Grandes filhos já deu esta terra
Ao comércio, à ciência e à Igreja
Cuja vida é um livro que encerra
Um programa de ação benfazeja.

5.     A cidade, coberta de glórias -
Emanadas de rude labor
Parte agora pra novas vitórias
sob  as bênçãos de paz do Senhor.


NOSSO (ANTIGO) FUTEBOL
(Folha de Itapajé Ano II – n.º 9 – maio/junho 1984 – por Paulo Vieira).

   “Hoje chegou a vez do Futebol. Dos times, das seleções, dos torcedores, dos cartolas. Não cheguei a conhecer o time dos anos 40, por motivos óbvios, embora alguém diga que na época eu já era veterano. Mas, em conversa com o Heliodoro, (Leodoro) o grande “Keeper” do passado, ele me afirma que poucos foram tão oportunistas como Zezé Chaves, e seu chapéu na mão, ou tão seguros como o Jonas Grande. 
  Eu acrescento um que vi no final de carreira, mas era um verdadeiro estilista: Viradinha. Craque de bola cheia. Itapajé teve várias etapas do esporte. O Intermunicipal, patrocinado pela APCDEC, sempre influenciou na formação de uma boa equipe de futebol. Nos intervalos, a carga de segurar a barra ficava por conta de Manuel Félix Coelho, o popular Rebeca, que sucedeu ao Orleans (Pinto de Mesquita), neste mister. Cada ano, saíamos com o Rebeca por este mundo afora, ora com o nome de Mamulengo, Ouro Branco ou Cruzeiro, feito mulher de malandro: Tanto a gente apanhava, como davam na gente. Mas, era bom. Tinha meu lugar cativo na boléia do caminhão, quase sempre do Dedé, juntamente com um goleiro, que se a memória não me falha era um tal de Neto, (José Sebastião Neto, advogado) conhecido carinhosamente  por Zé Negão. 
  Saíamos de madrugada, às vezes de ressaca, a embaixada formada às pressas, pois a resposta do oficio do presidente - Rebeca, chegara na véspera. Um capítulo à parte era o ofício do compadre Rebeca. Sinceramente, nunca vi outros tão bem feitos. Diz nosso Dr. Sebastião Neto que aprendeu a fazer ofícios com o Rebeca. E toca a lembrar os trios finais: Cãozinho, Budo e Castelo; Batatais, Peixe e Orleans; Hélio, Peixe e Orleans, Neto, Dedinho e Vieira. As grandes intermediárias: Sapateiro, Antonino e Joaquim; Pangueta, Virada e Nonato; Macau, Paulinho e João Sura; Jonas, Tiano e Defesa. 
  Os ataques, que vamos deixar para outra oportunidade e citaremos, apenas alguns atacantes, como: Renato, Mocó, Orleans, no início da carreira, Chico Ávila, Zé Pereira, Raimundo Job, e muitos outros. Agora uma estorinha. Fizemos grandes temporadas em Monsenhor Tabosa. 
  Certa vez, depois do primeiro jogo, houve uma festa no Mussambê Clube. Orleans se excedeu na bebida, e capotou na casa onde estávamos hospedados. Manhã do dia da festa do padroeiro, S. Sebastião, Rebeca e Mocó, que não tinham ido à festa dançante, levantaram cedo, compraram velas, conseguiram flores, pegaram a rede com o Orleans, estenderam sobre uma mesa, acenderam as velas, abriram as portas e janelas e começaram a chorar. 
  O povo passando prá missa ia ficando, se aglomerando e lamentando: Coitado do rapaz, veio de tão longe só prá morrer, aqui. E quando a turma já se preparava para correr a lista de cooperação para o enterro, o defunto acordou. Foi um corre-corre dos diabos. Mulheres gritando, meninos correndo, um acontecimento. Nunca me es­queci. Sinal dos tempos."


NOSSO (ANTIGO) FUTEBOL (II)
(Folha de Itapajé Ano II – n.º 9 – maio/junho 1984 por Paulo Vieira)

  “Como disse, vamos continuar com o desfile dos craques de Itapajé, de todos os tempos. Agora é a vez dos atacantes, das linhas de frente famosas. Dizem os mais antigos que ligeiro igual ao Abdon, era difícil. Ainda alcancei o Chicó, na ponta esquerda, compondo com Nonato, João do Bita, Renato e Orleans, uma linha de respeito. 
  E o mestre Silas? Este sabia jogar em qualquer posição. Seu irmão Oscar, o Carioca também tinha muita categoria. Formou com Napoleão, Mocó, Tim, e Luis Diano outro ataque fortíssimo principalmente, quando contava com Agerson, e mais tarde com a revelação do S. Miguel, um magrelo chamado Paulo, ou Paulinho, não lembro bem. 
  Mas, outros craques fazem igualmente a história do futebol Itapajeense: o Cora, batizado de “Meu Pai” pelo Padre Evaristo, jogou no Humaitá, lá dos Ferros; ao lado do Piau, Manuel Sereia, e do meu compadre Coe­lho. Cora, era um ponta rapidíssimo, de muita raça que se concentrava tomando cachaça, e cujos irmãos; também jogavam: Quina, que depois largou a bola pa­ra subir em coqueiro, e o Chico ou Pedro do Lino. 
  Meu compadre Rebeca, também andou brincando pela ponta. No S. Miguel dois avantes mereceriam, hoje posição certa na seleção: Chico Tripa e o Ica. Mas prá cá; década de 60, Zé Augusto e Mambira, foram dois pontas da pesada. E vem Pereira, Zé Ventinha; Chico Ávila e Dedinho, jogando com um pedaço de rapadura no bolso do calção, sem errar um centro, ou um cruzamento. Num tempo, de muitos times: Monte Castelo, Cruzeiro do Sul, Botafogo, do mestre Janga, o só de mal, do São Joaquim, que tinha um cara chamado Vande e os irmãos Vieira: Chico, Jerônimo e Antonio Vieira. 
  O Ipiranga; o Ajato e o Bangu do Valdomiro - ­anos mais recentes. No Retiro, hoje Caxitoré, grande rival do S. Miguel, despontavam os irmãos Chico, Zé Estevão, Mota, Raimundo e Roque, quase o time todo e onde o de fora só podia fazer gol, depois que o Retiro fizesse ao menos um. Esqueci, no SÓ DE MAL de citar um estilista de nome ou apelido no mínimo pretensioso: Pomposo, reforço certo do S. Miguel. 
  Tempos de grandes jogos, como aquele pelo Intermunicipal  contra Caucaia. Quando a tabela indicou que Itapajé pegaria Caucaia, foi um rebuliço. desta vez não iria acontecer como em 1955. Agora Itapajé tem uma seleção! E chega a hora do jogo. Na preleção fui avisado pelo Ávila. Rapaz, o homem vai te tirar do time.  E  tirou mesmo.  
  Trinta minutos do segundo tempo, o placar assinalava: Caucaia 3x1 Itapajé. Aí aconteceu! Em dois lances seguidos; idênticos, com toda aquela categoria que Deus lhe deu, os dribles curtos e secos, a paradinha, o quebra no goleiro, a finalização com um leve toque, e o empate com sabor de vitória que veio, uma semana depois dentro de Caucaia. 
  Mas foi o empate, conseguido graças a habilidade individual de C. Ávila, o jogo ficou na cabeça do torcedor. Jogo no qual eu não atuei e era até aquele dia o capitão da equipe acusado de ter dançado na véspera, quando recebi o diploma da 4ª. série, fui sacado do time. Logo eu que não tinha tomado nenhuma, e só dei uma duas voltinhas, traçando o MOENDO CAFÉ porque o Orleans passou mangando, e eu precisava mostrar um passo novo, que aprendi no Guarany. Disciplina, minha gente, também é sinal dos tempos.”











Por hoje, 19 de maio de 2015 - Terça feira, é o que tenho para contribuir, mesmo que modestamente, para um melhor conhecimento de nossa Rica História.
Acredite: É possível tornar a História de Itapajé mais conhecida – com a divulgação de fatos e efemérides vivenciados por nossa gente. A História de um povo é formada pelos esforços de todos seus filhos: Dos mortos, que determinados, se esforçaram para engrandecê-la e dos vivos que (tentam) a mantêm! Somos, portanto, os protagonistas deste momento, no sentido de fazermos conhecida à rica e envolvente História de Itapajé. Basta não desistir! (Ribamar Ramos).

PENSE NISSO....
"Que nada de falso seja dito, nada de verdadeiro seja omitido, nada de suspeito seja escrito e nada seja simulado". Cícero.

FRASE DO DIA

“O historiador e o poeta não se distinguem um do outro pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso. Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido”. Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) 

Fontes:
FOLHA DE ITAPAJÉ - Diversas Edições
Blog da História de Itapajé – www.itapagece.blogspt.com.br  
FACEBOOK: Ribas Ramos
Fotos:
Ite Mesquita, Nelson Araujo e Irene Delne (Blog Itapajé) eoutras. 
© Ribamar Ramos
   Ribamar Ramos   
19 de maio de 2015     
Bom Dia / Boa noite! 

"Quanto a mim escrevo até este ponto; o que depois se passou, talvez outro queira tratá-lo". (Xenofonte).

sábado, 9 de maio de 2015

TÚNEL DO TEMPO DA HISTÓRIA DE ITAPAJÉ



ANIVERSÁRIO DE SAUDADE

FRANCISCO MOREIRA DE SOUSA
"MOREIRA"
(9 de maio de 1907 – 9 de maio de 2015)
- 108 anos – 39.447 dias -



FRANCISCO MOREIRA DE SOUSA
"MOREIRA"
(9 de maio de 1907 – 9 de maio de 2015)
- 108 anos – 39.447 dias -

Hoje, 9 de maio de 2015 – Sábado, se ainda contássemos com a presença de FRANCISCO MOREIRA DE SOUSA - O precursor da radiofonia local, com certeza, já pela madrugada teríamos ouvido as valsas e outras modinhas, que costumeiramente nesse dia, Moreira fazia tocar em seu Serviço de Alto Falantes Royal, de sua propriedade.
Lamentavelmente, hoje, dia de seu aniversário de Nascimento e saudade, - se vivo fosse estaria completando 108 anos = 39.447 dias. O silêncio, mais uma vez, predominou! Que tristeza! São passados, exatamente 22 anos; 10 meses; 2 semanas; 1 dia ou ainda, para ser mais preciso: 8.354 dias de seu falecimento! Itapajé, a meu ver esqueceu-se do nosso “Primeiro Comunicador”. Ah! Povo de memória curta. Será que alguma Emissora de Rádio - ou apresentador lembrou-se dessa data, que era tão importante para ele e muito agradável para nós. Coisas dos tempos modernos, em que tudo é descartável, efêmero e sem importância. ´Sinal dos Tempos´, como diria o saudoso Paulo Vieira de Mesquita.
O “Serviço de Alto Falantes Royal”, por várias décadas foi o principal, quiçá, o único meio de comunicação existente em Itapajé. Indiscutivelmente prestou relevantes serviços a nossa comunidade. Quando o assunto era para ser conhecido por todos, não havia dúvida, “divulgar no Moreira”.
Além do pioneirismo na rádio difusão, Moreira também, foi dono de Clubes de dança. Os famosos Royal e Royalzinho. Muitos jovens, e também “velhotes” dançarinos, embalaram suas noites de Sábado ao som de bons conjuntos musicais, que eram contratados para animar os famosos bailes de sábados à noite. A vigilância para que somente as “moças de boas famílias” frequentassem o principal, que era Royal era cuidado com muito rigor. O ilustre Itapajeense, já falecido, Dr. Paulo Vieira de Mesquita, contava muitos “Causos” sobre essa exigência.


(Clube Royalzinho)

Moreira pouco se posicionava com relação a assuntos críticos, especialmente aos de cunho religiosos e eleitorais-políticos, que envolvessem assuntos incômodos. No entanto, na década de 1980, quando da disputa eleitoral, salvo engano, em que se enfrentaram os candidatos Raimundo Vieira Neto e Luiz Gonzaga Saraiva, ao tomar conhecimento do candidato vencedor, pelo qual torcia, logo ao saber do resultado, ligou o Serviço de Alto Falante Royal, ´a toda altura´ e fez tocar uma música do Benito de Paula, cuja letra dizia: “Tudo está no seu lugar, graças a Deus, graças a Deus...!”. A audácia lhe trouxe um grande susto.
O prédio onde funcionava o Serviço de Alto Falante Royal era de propriedade do Sr. Avelino Bernardo Forte, de saudosa memória, torcedor e partidário do candidato derrotado. Achando ser o gesto do amigo Moreira, bastante indelicado pediu-lhe jamais repetisse tal atitude. Fez isso, com certeza, muito mais como brincadeira que por ameaça, já que sentia uma imensa simpatia pelo amigo Moreira. Falam-se de que Moreira não pagava, absolutamente nada de aluguel daquele prédio, de propriedade de Avelino Forte. Muitos eram os frequentadores do Bar Royal, inclusive o Sr. Avelino.

(Bar do Moreira)

Moreira inteligentemente, para aproveitar-se da audiência e abrangência do sistema de som, para fazer suas cobranças dos anunciantes que deixavam fiado algum serviço prestado. Dizia: “Atenção fulano de tal, se tu não vieres me pagar até amanhã eu vou dizer teu nome aqui na radiadora”. A ameaça quase sempre surtia bons resultados!
Orleans Pinto de Mesquita, de saudosa memória e graduado funcionário municipal, responsável pela limpeza pública e conservação das praças, fora chamado muitas vezes para resolver alguma bagunça na Praça Duque de Caxias, atual Praça da Assembleia de Deus. Certa vez o chama dizendo: “atenção Orleans! Vem urgente tirar esses jumentos que estão transando aqui na praça!”.
Agora, em matéria de humildade, Moreira era o arquétipo vivo. Excetuemos somente, quando “nos festejos de seu aniversário”. Naquele dia, o dia todo era um verdadeiro Dia de Festa. Talvez por carência afetiva, já que Moreira jamais manteve, pelo menos publicamente, um relacionamento amoroso ou conjugal. Vivia apenas em função e para seu trabalho e por um “filho do Coração” o José Valdir, que conseguiu educar, formando-o Engenheiro Civil, hoje alto funcionário da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
Naqueles “dias noves de maio”, dia de seu aniversário, toda Itapajé, aqui, parafraseando José de Alencar: “Na surdina merencória da manhã, precedendo o silêncio da noite, substituía-a pelos sons maviosos da boa música”. A partir da madrugada, uma programação totalmente dedicada a ele mesmo. O repertório era maravilhoso! Músicas Divinas – a Valsa Branca de Zequinha de Abreu era tocada no início de cada bloco musical; aí se seguiam outras tantas músicas maravilhosas, sempre acompanhadas do auto oferecimento.
Às vezes outras pessoas ofereciam-lhe também mensagens e homenagens. Lembro-me que em 9 de maio de 1973, o Grupo de Jovens o “MOJOVITA – Movimento Jovem de Itapajé”, do qual participavam muitos jovens à procura de afirmação junto a Deus. Nessa oportunidade resolvemos eu, Ribamar Ramos, Socorro Dutra, na época minha namorada, Rita Rodrigues, Vilani e De Assis Rodrigues - da Paróquia, - filhos do Sr. Epifânio Rodrigues e de dona Luiza; Úrsula Dutra, Rafael “Brasil”, Zulmira e muitos outros jovens sonhadores e utopistas determinados a prestar uma homenagem ao velho “radialista” e, por alguns minutos, mesmo com visível oposição do aniversariante, assumimos o microfone do serviço de som e fizemos diversas dedicatórias, coisas muito alegres, características de jovens de vinte e poucos anos. O MOJOVITA recebia a orientação religiosa de Irmã Jandira - Cordimariana, meiga, compreensiva, amiga orientadora, que jamais conheci. Se nossos planos de homenagear Moreira tivessem sido descobertos por Irmã Jandira, com certeza nossos propósitos não teriam sido concretizados. Desobedecemos nossa mestra. Brevemente falarei sobre o que foi e o que representou, para Itapajé, o MOJOVITA.
Moreira foi realmente muito especial e querido, por todos nós itapajeenses, novos e velhos, homens e mulheres.
Outra “Moreirisse” que causou certo incômodo foi quando do falecimento do Dr. Manuel Capelo Caamano, médico dedicado e querido, no dia 29 de março de 1979. Já passava das 22 horas quando, a pedido do Dr. Eldo Rios Louzada é feito o comunicado do falecimento do querido médico, no Serviço de Alto Falantes Royal. Isso provocou um constrangimento muito grande, principalmente nas pessoas de idades avançadas, dado ao fato do médico ser muito amado e respeito, em Itapajé.
Isso era a cara do velho radialista. O inusitado anúncio se fazia necessário, pelo fato dos familiares de Capelo terem de transladar o corpo para o sepultamento em Fortaleza, no dia seguinte.
 Quando mais jovem, viajou ao Rio de Janeiro, ao retornar a sua terra, algum tempo depois, prometeu nunca mais ausentar-se dela. Seus pais eram: Joaquim de Sousa Leal e Maria David Leal. Dessa união nasceram os seguintes filhos, aqui não será obedecida à ordem cronológica de nascimento: Francisco das Chagas Sousa Leal, nasceu 26 de março de 1900; José Sousa Leal nasceu em 15 de agosto de 1896, sexta feira, faleceu em 20 de julho de 1971, aos 71 anos. Roberto Sousa Leal nasceu em 19 de setembro de 1898, faleceu em 12 de dezembro de 1955. Maria das Chagas Sousa Leal, Neném de Sousa Leal, (Nascida em 27 de outubro de 1892, terça feira. Faleceu em 4 de abril de 1945. Raimundo Sousa Leal, apelidado de Calunga, nasceu em 27 de fevereiro de 1905, terça feira, faleceu em 14 de fevereiro de 1936. Beleza David Sousa Leal, nasceu em 22 de novembro de 1902, segunda feira. Nenzinha Sousa Leal, nascida em 14 de novembro de 1894, quarta feira. Faleceu em 3 de maio de 1966. Maria de Sousa Leal, nasceu em 4 de outubro de 1864, faleceu em 15 de janeiro de 1947.
Itapajé pouco fez, - talvez, pequenas homenagens – muito aquém do seu merecimento - até o momento, para homenagear esse tão importante filho. Ainda está em tempo. Com a palavra os Poderes: Executivo e Legislativo, que tão demagógica e politiqueiramente “distribuem” dezenas de ´homenagens a ilustres desconhecidos, em sua grande maioria; outorgando-lhes Títulos de Cidadania´, que quase sempre prestaram “alguns favores pessoais”, a alguns dos que exerciam – temporariamente funções nos Poderes Legislativo e Executivo – raramente ao Município!
Tenho em meu poder uma entrevista – a última – que Moreira, na oportunidade foi entrevistado pelo Dr. Eldo Rios Louzada – em seu Programa da Rádio Guanacés de Itapajé, em 1992, pouco antes de seu falecimento. Se houver condições técnicas e de tempo, provavelmente divulgarei, oportunamente.
Vale salientar que Moreira era filho do casal: Joaquim de Sousa Leal e de Maria David Leal. A lista de filhos do casal, acima divulgada foi copiada de um original manuscrito do pai de Francisco Moreira de Sousa, datado de 26 de fevereiro de 1959 - Quinta feira. Em meu poder cópia (digitalizada) das informações acima.
Moreira faleceu no anonimato, em que jamais os grandes homens deveriam morrer! Nasceu no dia nasceu em 9 de maio de 1907 e faleceu em 24 de junho de 1992, uma Quarta feira, com a idade de 85 anos; 1 mês; 2 semanas; 1 dia. (Exatos 31.093 dias), esquecido e desprezado pela comunidade, pela qual prestou relevantes serviços.

ALGUMAS FOTOS DO "ÁLBUM DO MOREIRA"
(Moreira e amigos)



Foto artisticamente colorida à moda Pop Art - estilo Andy Warhol - por Ribamar Ramos











DOCUMENTOS PESSOAIS DE MOREIRA

 Carteira de CABO ELEITORAL DA U.D.N
 Carteira de CABO ELEITORAL DA U.D.N
 Cartão do I.N.S.S
Identidade de Sócio

 Título de Eleitor
  Título de Eleitor

BAR DO MOREIRA (Praça Duque de Caxias - atual Praça da Assembleia)

Por hoje, 9 de maio de 2015 - Sábado, é o que tenho para contribuir, mesmo que modestamente, para um melhor conhecimento de nossa Rica História.
Acredite: É possível tornar a História de Itapajé mais conhecida – com a divulgação de fatos e efemérides vivenciados por nossa gente. A História de um povo é formada pelos esforços de todos seus filhos: Dos mortos, que determinados, se esforçaram para engrandecê-la e dos vivos que a mantêm! Somos, portanto, os protagonistas deste momento, no sentido de fazermos conhecida à rica e envolvente História de Itapajé. Basta não desistir! (Ribamar Ramos).


Blog da História de Itapajé – www.itapagece.blogspt.com.br  
FACEBOOK: Ribas Ramos
© Ribamar Ramos

PENSE NISSO....
"Que nada de falso seja dito, nada de verdadeiro seja omitido, nada de suspeito seja escrito e nada seja simulado". Cícero.



"Quanto a mim escrevo até este ponto; o que depois se passou, talvez outro queira tratá-lo". (Xenofonte).

Ribamar Ramos
Boa noite / Bom dia!
Fortaleza 9 de maio de 2015 – Sábado.

quarta-feira, 29 de abril de 2015


NOTA DE FALECIMENTO
( e de PÊSAMES)

O Blog da História de Itapajé lamenta profundamente o falecimento de Dona Luizinha Braga – (LUIZA RODRIGUES DE MESQUITA) nesse dia 29 de abril de 2015 – Quarta feira. Filha de Antonio Cândido de Mesquita e de Maria da Penha de Mesquita. Matriarca de ilustre família, o mais refinado escol da sociedade de Itapajé, representado por seus filhos: Antonio Carlos Braga - falecido; João Batista Braga; Maria José Braga Honorato; José Maria Braga - Baia; Carlos Alberto Braga e Antonia Josélia Braga Pessoa. Dona Luizinha era casada com Antonio Francisco Braga, nascido em 12 de junho de 1895 e falecido em 10 de outubro de 1982.
 A foto que ilustra esta postagem foi da comemoração de seu aniversário, em 8 de setembro de 2014, na companhia de seus filhos.  

                             (Aniversário - em família 8 de setembro de 2014)
   

PENSE NISSO...
“Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.” - Victor Hugo


Por hoje, 29 de abril de 2015 - Quarta feira - É o que tenho para contribuir, mesmo que modestamente, para um melhor conhecimento de nossa Rica História. Hoje, com tristeza, pelo falecimento de uma filha ilustre dessa terra.
Acredite: É possível tornar a História de Itapajé mais conhecida - mesmo com divulgação de fatos desagradáveis, como esse de hoje. 
Somos responsáveis, no sentido de fazer conhecer a rica e envolvente História de Itapajé. Basta não desistir!!!". (Ribamar Ramos). 

Blog da História de Itapajé – www.itapagece.blogspt.com.br – (© Ribamar Ramos - FACEBOOK: Ribas Ramos) Todos nós, que fazemos esse Blog unimo-nos ao sentimento de dor, pelo falecimento de tão querida filha de Itapajé. (Ribamar Ramos e colaboradores).

PENSE NISSO....
"Que nada de falso seja dito, nada de verdadeiro seja omitido, nada de suspeito seja escrito e nada seja simulado". Cícero.

"Quanto a mim escrevo até este ponto; o que depois se passou, talvez outro queira tratá-lo". (Xenofonte).

                                                                                                                      Ribamar Ramos                                                                                                     Fortaleza 29  de abril de 2015
Boa Noite / Bom Dia